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Prostitutas, alvos de extorsões e estupros por Policiais em Niterói, Rio de Janeiro.

Foto: Alex Viper / ViperTechnology.Com.Br
Foto: Alex Viper / ViperTechnology.Com.Br

Nos braços e pescoço, se escondem as marcas deixadas pela violência que viveu Isabel, Mulher de 26 anos e prostituta desde os 18.

Na Avenida São João, Centro de Niterói, por volta dás 19:00hs do dia 21, Isabel foi encurralada por uma moto e um carro. O condutor da moto agarrou Isabel pelos cabelos e a jogou dentro do carro.

“Ei baixei a cabeça entre as pernas e senti uma faca ou navalha cortar meus braços. Depois puxaram meus cabelos para trás e com uma navalha no meu pescoço, me mostraram fotos do meu filho em frente à escola”, disse Isabel.

Repressão:

Isabel recorda que os quatro homens dentro do carro dizendo: “Saia da mídia. Pare com as denúncias”.

A agressão durou aproximadamente trinta minutos e a queixa foi registrada na 76ªDP em Niterói. No início de Junho, já foram registradas outras duas queixas. Isabel e outras 400 prostituas relataram em Audiência Pública na ALERJ (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) que foram extorquidas e estupradas pro Policiais durante uma operação no fim de Maio, no antigo prédio da Caixa Econômica Federal, local onde recebiam seus clientes; esses seriam os motivos das ameaças. Os registos anteriores na 76ªDP foram feitas depois que Isabel começou a ser seguida pelas ruas e fotografadas por Policiais.

“Desde sábado, não volto pra casa. Minha família não sabe das ameaças. Meu filho está doente e pede que eu volte”, dizia Isabel que teme pela segurança de sua família.

Histórico:

Uma operação da 76ªDP realizada no fim de Maio, cumpriu um mandado de busca e apreensão de drogas e de exploração sexual no prédio onde Isabel trabalhava. Mesmo sem um pedido da Justiça, os Policiais também interditaram quatro dos onze andares.

De acordo Presidente da Comissão dos Direitos Humanos, Marcelo Freixo, o caso está sendo acompanhado e pedirá Audiência Pública com o Chefe da Polícia Civil. Foi considerada pela Defensoria Pública do Estado “ilegal e desproporcional” a operação Policial em Maio.

Em nota, o Delegado Glaucio Paz 76ªDP, informou que os Agentes estão investigando a agressão. Outro inquérito apura extorsões sofridas por garotas de programas no local.

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